Historicamente, o bloco organizado por Daniel Barros sempre foi utilizado como uma espécie de vitrine política para medir sua força popular e impulsionar o calendário eleitoral ao longo do ano. No entanto, em 2026, o cenário foi diferente: a baixa adesão e a pouca movimentação de foliões acabaram transformando o evento em um verdadeiro fiasco quando comparado aos carnavais passados.
O contraste ficou ainda mais evidente dentro do próprio campo oposicionista. O bloco promovido por um de seus aliados atraiu um número maior de pessoas, evidenciando um racha e disputas internas por protagonismo. Já o também opositor Paulo Marinho Jr. conseguiu levar um público ligeiramente superior ao de Daniel Barros, mas ainda distante das grandes concentrações vistas em blocos ligados à base governista.
Outro episódio que chamou atenção foi a iniciativa do vereador Wesley Coutinho, que decidiu cobrar ingressos para sua festa carnavalesca. A estratégia, vista por muitos como desconectada do espírito popular da folia, acabou gerando críticas e reforçando a percepção de distanciamento entre parte da oposição e o público.
Somados, os episódios revelam uma oposição com dificuldade de mobilização e perda de apelo popular no principal evento cultural da cidade. Sem capacidade de atrair multidões nem de gerar entusiasmo entre os foliões, os blocos oposicionistas neste Carnaval expuseram fragilidades políticas e a falta de credibilidade junto à população.
Enquanto isso, os grandes eventos carnavalescos da cidade seguiram lotados e com forte participação popular, reforçando o contraste entre a baixa adesão aos blocos da oposição e a vitalidade das festas que marcaram o Carnaval de Caxias 2026. O resultado, para analistas políticos locais, é um sinal claro: a disputa por espaço e liderança dentro da oposição segue aberta e cada vez mais distante do povo nas ruas.


