Nos bastidores da política timonense, uma pergunta tem sido repetida com insistência: quem perde com a pré-candidatura do coronel Schnneyder a deputado federal?
O rompimento político entre Schnneyder e o prefeito Rafael Brito já era dado como certo nos corredores do poder. A explicação é simples e objetiva: política se faz com projeto, e o projeto de Schnneyder agora é eleitoral. Ele deverá disputar uma vaga na Câmara Federal nas eleições deste ano, o que muda completamente o tabuleiro em Timon.
Com Schnneyder na disputa, cai por terra a polarização que vinha se desenhando entre dois nomes que já estão em pré-campanha há mais tempo: Dra. Gisele Bezerra e Henrique Júnior.
Mas afinal, quem sente mais o impacto dessa nova candidatura?
A resposta é direta: Henrique Júnior.
O motivo não é pessoal, é matemático e ideológico. O eleitorado de Schnneyder, em sua maioria, é conservador, de perfil mais à direita, e dificilmente migraria para candidaturas identificadas com a esquerda. Esse grupo de eleitores, naturalmente, tende a se alinhar mais a Henrique Júnior do que a Dra. Gisele Bezerra.
Com Schnneyder no jogo, esse eleitorado deixa de ser coadjuvante e passa a ter candidato próprio. Na prática, isso significa divisão de votos dentro do mesmo campo ideológico, algo que, historicamente, enfraquece quem antes concentrava esse apoio.
Enquanto Dra. Gisele mantém um público mais definido e fiel ao seu campo político, Henrique vê parte do eleitorado que poderia lhe garantir uma votação mais robusta ser diretamente disputado por Schnneyder.

