Sem mandato, sem cargo e completamente fora do poder, Luciano Leitoa resolveu apelar: vestiu a fantasia de fiscal do povo, apagou a luz, ligou a câmera e tentou imitar o deputado Nikolas Ferreira.
O resultado foi uma cópia barata, sem originalidade e, pior, sem moral nenhuma pra falar do que está falando.
No vídeo, Luciano aparece com aquele tom ensaiado, cheio de números sobre o Fundef, explicando valores, dando orientação, cobrando transparência e até sugerindo como o prefeito deve agir. Um verdadeiro “especialista”, daqueles que só aparecem depois que perdem a caneta.
Porque quando tinha poder de verdade, Luciano nunca fez isso.
Nunca apareceu pra explicar recurso, nunca chamou ninguém pra audiência pública em rede social, nunca teve essa preocupação toda com transparência. Pelo contrário: governou no silêncio, fugindo de explicações, inclusive quando sua gestão e a da sua comadre Dinair Veloso viraram alvo de questionamentos e operações.
Aí agora quer dar aula?
No vídeo, ele fala dos R$ 309 milhões do Fundef, detalha parcelas, critica pagamento de advogados e tenta posar de defensor dos professores, vigias, merendeiras e até herdeiros. Só esquece de dizer onde estava toda essa indignação quando ele mesmo mandava na prefeitura.
Luciano não virou fiscal. Virou comentarista de obra pronta.
E mais: tenta surfar em um tema sério pra ganhar relevância, porque politicamente já não assusta ninguém. É muito barulho pra quem hoje não manda nem em grupo de WhatsApp.
A encenação é tão forçada que fica até constrangedora. Fundo preto, cara fechada, discurso decorado… só faltou combinar com a memória do povo.
Porque em política, não adianta mudar o cenário se o histórico continua o mesmo.
E o de Luciano pesa. E pesa muito.
No fim, sobra o óbvio: não é Nikolas, não é referência e muito menos fiscal.
É só um ex-prefeito tentando voltar pro jogo, no improviso, na imitação e sem convencer ninguém.

