Se tem uma coisa que o deputado federal Paulo Marinho Jr vem consolidando na política maranhense, é a fama de não sustentar acordo. A cada movimento, ele reforça a imagem de quem muda de lado com a mesma facilidade que troca de camisa.
E não é de hoje.
O histórico começa em Caxias, quando rompeu com o ex-prefeito Fábio Gentil, um dos nomes que ajudaram a projetá-lo politicamente. Depois, veio outro episódio emblemático: a relação com o deputado estadual Catulé Júnior.
Catulé foi peça importante no projeto político de Paulo Marinho Jr nas eleições de 2024. Mesmo sem vitória, o apoio teve peso e foi decisivo na construção da candidatura. Em troca, havia um acordo: Paulo apoiaria Catulé em 2026.
Mas acordo, pelo visto, não é exatamente o forte do deputado.
Neste ano, Paulo Marinho Jr simplesmente ignorou o combinado e apareceu ao lado de Glaydson Resende, apresentado como seu pré-candidato a deputado estadual. Um movimento que, na prática, enterra qualquer compromisso anterior com Catulé Jr.
E quando parecia que já estava ruim, ficou pior.
Glaydson Resende fazia parte de uma articulação maior, alinhada ao grupo do governador Carlos Brandão e à pré-candidatura de Orleans Brandão ao Governo do Estado. Ou seja, havia um caminho político sendo construído.
Mas, mais uma vez, Paulo Marinho Jr resolveu mudar de rota.
Nesta sexta-feira (10), ele declarou apoio a Eduardo Braide, pré-candidato ao Governo do Maranhão, rompendo também com o grupo de Brandão e Orleans.
Resumo da ópera:
Traiu Fábio Gentil.
Traiu Catulé Júnior.
E agora vira as costas para Brandão e Orleans.
Na prática, Paulo Marinho Jr vai se isolando e reforçando uma marca difícil de apagar: a de político que não cumpre palavra.


