Jurava fidelidade até “depois da morte”, batia no peito, discursava como aliado de primeira hora… mas bastou perder a prefeitura que o ex-prefeito de Afonso Cunha, Arquimedes Bacelar, mostrou que sua lealdade tem prazo de validade.
Sem a caneta na mão, sem o peso político de antes e claramente tentando se reencontrar no jogo, Arquimedes começou a fazer o que virou marca registrada: mudar de lado.
E não foi uma vez só.
Primeiro, no PDT de Weverton Rocha, já começou dando sinais. Na eleição da Famem, votou contra o candidato do próprio partido. Depois, prometeu que o grupo seguiria com o PDT em novas articulações, mas na primeira pressão política já mudou de rumo e embarcou em outra direção.
Agora, completa o roteiro: deixou de vez o campo onde estava e apareceu no PSB, abandonando antigos aliados como se nunca tivesse existido compromisso.
E no meio disso tudo, sobra mais um detalhe que chama atenção: até o grupo de Josimar de Maranhãozinho, com quem sempre teve forte ligação política, ficou pelo caminho.
Nos bastidores, o comentário é direto e sem filtro: Arquimedes não está fazendo reposicionamento político, está rodando sem rumo.
Já é a terceira vez que cria desgaste com o mesmo campo político, acumulando promessas não cumpridas, mudanças repentinas e decisões que desmontam qualquer discurso de fidelidade.
Porque na política, mudar faz parte. Mas mudar toda hora, romper acordo e abandonar aliado em sequência tem outro nome...


