Depois de ser massacrado em praça pública, Ederson Costa tem inocência reconhecida pela Justiça em Timon

Blog Lucas Moura
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A velha máxima de que a acusação corre de avião e a verdade vem de carroça parece ter se repetido em Timon. Meses após ter sua imagem exposta, seu nome jogado nas rodas de conversa e sua reputação colocada no paredão da opinião pública, o suplente de vereador Ederson da Silveira Costa finalmente recebeu aquilo que sempre afirmou buscar: justiça.


Em um vídeo emocionante divulgado nas redes sociais, Ederson abriu o coração e relatou o drama vivido desde que foi alvo de uma denúncia que, segundo as conclusões da investigação, não apontou a existência de crime.

O inquérito foi concluído, encaminhado ao Ministério Público e, posteriormente, arquivado. A Justiça homologou a decisão. Traduzindo para quem gosta dos fatos: não houve denúncia, não houve processo e não houve crime.


Mas enquanto a verdade caminhava pelos corredores da Justiça, a condenação já acontecia nas redes sociais, nos grupos de WhatsApp e em parte da imprensa. O resultado foi devastador.


Ederson perdeu o cargo público que ocupava, foi desligado da faculdade onde lecionava desde 2021, viu compromissos políticos desaparecerem e enfrentou uma das maiores dores que alguém pode carregar: a de tentar provar sua inocência enquanto já era tratado como culpado.


"Fui morto em vida", resumiu.


E talvez essa seja a frase que melhor descreve o tamanho do estrago causado por julgamentos precipitados.


Agora, com o caso oficialmente arquivado, Ederson faz um apelo simples e justo: que aqueles que deram destaque à acusação tenham a mesma disposição para divulgar a verdade.


Afinal, quando a notícia era ruim, ela ocupou manchetes, rodas de conversa e ganhou compartilhamentos aos milhares. Agora que a investigação terminou sem apontar crime algum, o mínimo que se espera é que a sociedade também tenha acesso ao desfecho dos fatos.


As cicatrizes permanecem. O cargo não voltou. O emprego não voltou. O tempo perdido não volta. Mas a verdade apareceu.


E como costuma acontecer, ela chegou atrasada para alguns, mas chegou.


Enquanto muitos estavam preocupados em apontar o dedo, a Justiça fez aquilo que dela se espera: analisou provas. E foi justamente a ausência delas que levou ao arquivamento do caso.


No fim das contas, fica uma reflexão que serve para todos: destruir uma reputação leva poucos minutos. Reconstruí-la pode levar uma vida inteira.

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