A presidente da Câmara Municipal de Afonso Cunha, Júlia Rodrigues, precisa explicar à população uma conta que não fecha.
Enquanto a Casa do Povo enfrenta problemas básicos de estrutura, os gastos com diárias já ultrapassam a marca de R$ 63 mil somente neste ano. É dinheiro saindo dos cofres públicos em ritmo acelerado, enquanto quem visita a Câmara encontra uma realidade bem diferente da ostentação das despesas.
O cidadão que entra no plenário não vê luxo. Não vê modernização. Não vê investimentos que justifiquem tanto gasto. O que encontra é uma estrutura que deixa a desejar e um Poder Legislativo que deveria dar exemplo de responsabilidade com o dinheiro público.
A pergunta que ecoa pelas ruas de Afonso Cunha é simples: qual o benefício concreto dessas diárias para a população?
Júlia Rodrigues gosta de discursar sobre justiça, transparência e compromisso com o povo. Mas o discurso perde força quando confrontado com números que causam revolta em uma cidade onde existem tantas necessidades urgentes.
Aliada fiel do ex-prefeito Arquimedes Bacelar, Júlia parece seguir a mesma cartilha política que a população vem rejeitando cada vez mais: muito discurso e pouca sintonia com a realidade do povo.
O mais curioso é que os mesmos grupos políticos que vivem apontando defeitos nos outros parecem não enxergar os próprios erros. Quando o assunto é gasto de dinheiro público, o silêncio fala mais alto que qualquer pronunciamento.
A verdade é que o povo de Afonso Cunha trabalha duro para pagar seus impostos e espera ser respeitado. Ver mais de R$ 63 mil sendo consumidos em diárias enquanto a Câmara não consegue oferecer sequer uma estrutura digna para quem acompanha as sessões é algo que causa indignação legítima.
Júlia Rodrigues precisa descer do palanque e encarar a realidade. Porque o contribuinte não paga imposto para financiar privilégios. Paga para que o dinheiro seja usado com responsabilidade, transparência e respeito.
E respeito é justamente o que está faltando quando os gastos crescem, mas os resultados para a população simplesmente não aparecem.
O mais revoltante é que a realidade da Câmara parece bem diferente da fartura demonstrada nas diárias. Quem frequenta o local sabe que faltam condições mínimas para receber a população. O plenário, que deveria ser a verdadeira "Casa do Povo", sofre com problemas básicos de estrutura e conforto.
Enquanto isso, o dinheiro público continua saindo dos cofres municipais para custear viagens e despesas que agora precisam ser explicadas com transparência à população.
Júlia Rodrigues, que é uma das mais fiéis aliadas e defensoras do ex-prefeito Arquimedes Bacelar, parece ter esquecido que a prioridade deveria ser melhorar as condições do Legislativo e garantir respeito ao cidadão que paga seus impostos.
Afinal, se há recursos para gastar mais de R$ 63 mil em diárias, por que não há dinheiro para oferecer uma estrutura digna à população?
A pergunta está nas ruas. E até agora, a resposta não apareceu.


