A vítima estava desaparecida desde o último domingo e foi encontrada morta na última quarta-feira (10). De acordo com as investigações conduzidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os indícios reunidos até o momento apontam para o ex-companheiro da vítima, que não aceitava o fim do relacionamento.
A delegada Nayana Muller revelou que havia um histórico de violência doméstica entre o casal e que familiares e testemunhas relataram comportamentos obsessivos do suspeito após a separação, ocorrida há cerca de duas semanas.
Segundo a polícia, Francisca era uma pessoa bastante querida na comunidade e não possuía conflitos conhecidos com outras pessoas. Os investigadores sustentam que os problemas da vítima estavam concentrados na relação conturbada com o ex-companheiro.
Testemunhas também relataram que os dois teriam discutido em um bar da cidade no dia do desaparecimento da vítima. Além disso, familiares afirmam que José Miguel costumava rondar a residência de Francisca e insistia em uma reaproximação.
Durante os trabalhos periciais, foram recolhidos objetos próximos ao local onde o corpo foi encontrado, entre eles uma camisa verde e uma garrafa plástica. Conforme a investigação, familiares reconheceram os itens como pertencentes ao suspeito.
Diante dos elementos já levantados, a Polícia Civil solicitou a prisão temporária de José Miguel para aprofundar as investigações e garantir a coleta de novas provas. No entanto, o pedido foi rejeitado pela Justiça.
A decisão causou preocupação entre os investigadores. Segundo a delegada Nayana Muller, existe risco de fuga, já que o suspeito não possui residência fixa e estaria vivendo como andarilho desde o fim do relacionamento.
Mesmo sem a prisão autorizada, o DHPP de Timon continua trabalhando para reunir novas provas e esclarecer completamente as circunstâncias do crime que abalou familiares, amigos e toda a população timonense.
O caso segue sob investigação.
