A sessão desta quarta-feira (10) na Câmara Municipal de Timon serviu para derrubar uma das maiores narrativas criadas pela oposição nos últimos dias. O vereador Helder Kaic, único representante do grupo oposicionista na Casa, acabou admitindo da própria tribuna que votou contra o projeto dos precatórios dos professores sem sequer ter lido o texto da matéria.
Durante as últimas semanas, Kaic utilizou as redes sociais e grupos de WhatsApp para espalhar que o projeto enviado pela Prefeitura era um suposto golpe contra os educadores, afirmando que os professores perderiam valores referentes aos juros dos precatórios. O problema é que, quando foi confrontado pelos colegas vereadores, não conseguiu apontar em qual trecho do projeto existia a suposta retirada de direitos.
A verdade veio à tona durante o debate. Pressionado pelos vereadores Pedro Augusto, Lázaro Martins e Ulysses Waquim, Kaic reconheceu que votou contra porque o sindicato era contrário e porque queria uma audiência pública. Em nenhum momento afirmou ter encontrado qualquer irregularidade no texto.
Traduzindo para o bom português: votou sem ler.
A situação ficou ainda mais constrangedora quando os parlamentares explicaram que o projeto tratava justamente da liberação dos recursos para os professores e que, caso a matéria não fosse aprovada agora, os profissionais poderiam ter que esperar até o próximo ano para receber os valores.
O vereador Pedro Augusto foi além e desafiou Kaic a mostrar onde os vereadores teriam retirado qualquer direito dos professores. O silêncio falou mais alto que qualquer discurso.
Para piorar, mesmo após toda a explicação técnica apresentada em plenário, Helder Kaic afirmou que votaria contra novamente se o projeto retornasse à Câmara. Ou seja, mesmo sabendo que a proposta garante o pagamento dos recursos aos professores, continuaria votando contra.
O episódio deixou uma pergunta no ar: quem realmente trabalhou contra os professores?
Os fatos mostram que os 20 vereadores votaram para garantir o andamento do pagamento dos precatórios. Já Helder Kaic preferiu alimentar uma narrativa política nas redes sociais, sem sequer conhecer o conteúdo da matéria.
Na tentativa de desgastar a gestão do prefeito Rafael Brito e criar um factoide político, o tiro acabou saindo pela culatra. O que era para ser uma denúncia virou uma confissão pública.
E como tudo foi registrado pelas câmeras da Câmara, não adianta agora tentar reescrever a história. Os vídeos mostram que quem acusava os outros de prejudicar os professores acabou admitindo que votou contra sem nem mesmo ler o projeto.
Na política, cada um responde pelos seus atos. E nesta quarta-feira, Helder Kaic falou mais do que talvez gostaria...
