Arquimedes Bacelar e a síndrome do poder perdido

Blog Lucas Moura
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Escanteado, ignorado e politicamente descartado pelo prefeito Pedro Medeiros, o ex-prefeito Arquimedes Bacelar virou aquilo que mais temia: uma peça fora do tabuleiro em Afonso Cunha.


Acostumado a mandar, ser bajulado e tratado como “líder máximo”, Arquimedes não sobrevive longe da caneta. Sem cargo, sem controle e sem plateia, sobra apenas o delírio de grandeza. Continua se vendendo como pré-candidato a deputado estadual, mas não consegue convencer nem o prefeito da própria cidade a subir no mesmo palanque. É pouco? É humilhante.


O ex-prefeito sofre de uma abstinência severa de poder. Fala muito, gesticula, posa de influente, mas não manda em absolutamente nada. O grupo político evaporou, os aliados sumiram e os aplausos foram embora junto com a prefeitura.


Afonso Cunha seguiu em frente. Arquimedes ficou preso ao retrovisor, remoendo o passado e achando que ainda assusta alguém. Hoje, sua voz ecoa no vazio, sustentada apenas por um ego inflado e uma megalomania que já não convence nem os mais distraídos.


Em política, quem não percebe que acabou vira caricatura. E Arquimedes Bacelar, que já se achou dono do poder, agora não passa de um ex — barulhento, ressentido e completamente irrelevante.

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