Se existe alguém que um político deveria manter bem longe da coordenação de uma campanha eleitoral, esse alguém atende pelo nome de Luciano Leitoa.
Em 2022, Luciano colocou na cabeça do senador Weverton Rocha a ideia de que ele poderia ser governador do Maranhão. Isso mesmo contrariando a realidade política e, sobretudo, ignorando o fato de que Flávio Dino, então principal liderança do Estado, sempre estendeu a mão a Luciano durante seus dois mandatos como prefeito de Timon.
O roteiro é conhecido. Flávio Dino optou por Carlos Brandão como sucessor. Luciano não gostou, fez birra política e empurrou Weverton para o papel de candidato da oposição. O resultado foi uma campanha artificial, baseada em caravanas repetidas, com os mesmos rostos em cidades diferentes, vendendo uma força que não existia.
Weverton “lançou o foguete” sem combustível.
O desfecho foi humilhante: Weverton ficou em terceiro lugar, perdeu para Brandão e ainda foi ultrapassado por Lahesio Bonfim, que terminou em segundo. Um vexame histórico. Tudo isso com Luciano Leitoa atuando como coordenador e conselheiro político. Para piorar, o próprio Luciano tentou se eleger deputado estadual no mesmo ano e foi derrotado com larga margem, passando longe de qualquer chance real.
Em 2024, veio o golpe final: Luciano perdeu o comando político de Timon com a derrota da então prefeita Dinair Veloso. Ficou sem prefeitura, sem grupo, sem prestígio e sem moral.
Agora, em 2026, Luciano enxerga uma nova oportunidade: grudar no prefeito de São Luís, Eduardo Braide, e repetir o mesmo roteiro. Assim como fez com Weverton, tenta se apresentar como articulador e possível coordenador de uma eventual candidatura de Braide ao Governo do Maranhão.
Na última segunda-feira (19), Luciano ficou literalmente na porta do gabinete de Braide até ser recebido. Bastou uma foto. Só isso. A partir daí, Luciano passou a se autoexaltar nas redes sociais, distribuindo elogios exagerados a Braide — elogios que o prefeito jamais havia recebido de Luciano antes.
O problema é que o filme é velho. E o final, conhecido.
Se Eduardo Braide não abrir o olho, 2026 pode repetir 2022. Weverton Rocha acreditou em Luciano Leitoa e pagou um preço alto. Braide corre o risco de trilhar o mesmo caminho se permitir que um político marcado por derrotas, rompimentos e fracassos eleitorais se infiltre.
História não se repete por acaso. Ela se repete por teimosia.

