Luciano Leitoa surta, ataca o Ministério Público e escancara o desespero de quem perdeu o poder

Blog Lucas Moura
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O ex-prefeito de Timon, Luciano Leitoa, voltou a protagonizar mais um capítulo do seu já conhecido roteiro político. Quando falta voto, sobra ataque. 


Em entrevista ao podcast Café Quente, Luciano resolveu mirar alto, e errado, ao insinuar que o Ministério Público e até a Polícia Militar teriam sido “usados” nas últimas eleições. Uma fala grave, irresponsável e que beira a afronta institucional. Veja os vídeos:

Sem provas, sem fatos e sem qualquer responsabilidade, Luciano tenta empurrar para as instituições a culpa pelo seu fracasso político. 


O Ministério Público, que tem como missão constitucional defender a ordem jurídica e a democracia, não pode, e não deve servir de bode expiatório para políticos derrotados que não aceitam o veredito das urnas. 


Se Luciano tem alguma prova, o caminho é um só representar formalmente. Do contrário, trata-se apenas de mais uma narrativa fantasiosa de quem perdeu o rumo, e o poder.


Mas Luciano foi além. Chamou de “desastre” a situação política do Maranhão sob a liderança do governador Carlos Brandão e, num exercício tardio de futurologia, disse que tudo seria diferente se Marcelo Tavares tivesse sido vice em 2018. É fácil falar agora. 


Difícil é assumir que, em 2022, Luciano apostou errado, rompeu por birra, seguiu um caminho isolado com Weverton Rocha e saiu das urnas politicamente menor do que entrou.

O discurso é velho, requentado e contraditório. 


Luciano diz que o estado piorou, mas esquece de explicar por que, quando teve força política, não conseguiu deixar um legado consistente nem em Timon. A violência que ele aponta, a saúde que critica e os problemas não começaram ontem, muitos atravessam gestões, inclusive as que ele ajudou a conduzir ou influenciar.


O mais grave, porém, é o tom de ressentimento. Ao afirmar que Brandão “não cumpre palavra” e que houve traições, Luciano apenas reforça o que o Maranhão inteiro já percebeu sua política é movida por mágoas pessoais. Quando está dentro, elogia. Quando fica fora, ataca.


No fim das contas, a entrevista não revela nada de novo sobre o Maranhão, mas diz muito sobre Luciano Leitoa. Um político que não aceita a perda de protagonismo, que tenta descredibilizar instituições sérias e que insiste em culpar terceiros pelo próprio isolamento.


Como diz o ditado que ele mesmo evocou, “para bom entendedor, meia palavra basta”. O tempo de Luciano passou, e atacar o Ministério Público não vai mudar isso.

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