Sem poder, sem aliados, sem comando e agora, segundo informações que circulam nos bastidores e chegaram ao Blog Lucas Moura, sem condição de disputar eleição, o ex-prefeito de Afonso Cunha, Arquimedes Bacelar, parece ter chegado oficialmente ao fundo do poço político.
De acordo com essas informações, Arquimedes estaria inelegível por decisão do TCU, o que transforma sua autointitulada pré-candidatura a deputado estadual em algo próximo de ficção científica. Puro migué. Daqueles que só convencem quem ainda acredita que ex-prefeito manda sem caneta.
Nos próximos meses, o melhor conselho a Arquimedes seria simples: evite tocar no assunto “pré-candidatura”. Porque quanto mais fala, mais passa vergonha. Em política, não basta querer, tem que poder. E, pelo visto, ele não pode.
Talvez isso explique o novo plano B (ou seria plano Z?): a pressa em tentar empurrar a própria esposa para disputar a Prefeitura de Afonso Cunha em 2028. Um clássico roteiro de quem perdeu o poder, mas não perdeu o apego ao sobrenome na urna.
Sem espaço, sem grupo e com o nome mais queimado que café esquecido no fogo, Arquimedes tenta manter alguma relevância à força, ainda que seja por procuração familiar.
O fato é um só: o “líder” que já mandou em tudo hoje não manda nem na própria narrativa. Em Afonso Cunha, o arquimedismo virou lembrança e, pelo visto, lembrança inelegível.

