O vereador Clemilton Loureiro subiu o tom e fez uma denúncia pesada contra a gestão do prefeito Nonatinho após visitar uma obra no povoado Limoeiro, em Matões. O que era para ser uma grande conquista para a comunidade, hoje virou símbolo de abandono.
Durante a visita, o parlamentar encontrou uma realidade bem diferente do que deveria ser esperado para uma obra de quase R$ 8 milhões. Segundo ele, a construção de uma escola com quadra, iniciada oficialmente em 26 de agosto de 2025, está praticamente parada. Assista ao vídeo:
“Isso aqui é um verdadeiro descaso e desrespeito. A palavra é abandono”, disparou Clemilton.
Promessa grande, execução pequena
A indignação do vereador não é à toa. De acordo com ele, o tempo não justifica o atraso. A obra teve meses de estiagem para avançar, mas segue em ritmo lento, com pouquíssimos trabalhadores no local.
Clemilton fez questão de destacar que o argumento de período chuvoso não se sustenta:
“Vão dizer que é por causa da chuva, mas a chuva começou agora. Teve agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro para adiantar.”
E o cenário encontrado reforça a crítica: estrutura inicial, pouca movimentação e sinais claros de paralisação.
Quase R$ 8 milhões… e nada entregue
O ponto mais grave da denúncia está no valor da obra. Segundo o vereador, o investimento chega a R$ 7,7 milhões, o que aumenta ainda mais a cobrança por resultados.
Para ele, não é aceitável que uma obra desse porte esteja nesse nível de abandono.
“Uma obra cara dessa não era para estar assim”, afirmou.
Cobrança direta ao prefeito
Sem rodeios, Clemilton direcionou o recado ao prefeito Nonatinho, cobrando ação imediata da gestão municipal.
Ele pediu que a equipe da prefeitura retome os trabalhos e acelere a execução, garantindo que a população não fique no prejuízo.
“Esperamos que o prefeito olhe com cuidado, mande sua equipe e conclua essa obra o quanto antes.”
Dinheiro público exige responsabilidade
A fala do vereador vai além de uma simples crítica. Ela levanta um alerta sobre a forma como os recursos públicos estão sendo aplicados no município.
No fim, a cobrança é clara: obra parada, dinheiro alto e população esquecida não combinam.
E enquanto a escola não sai do papel, quem paga a conta é o povo do Limoeiro.

