Nem tudo foi festa neste domingo (26) em Coelho Neto. Enquanto a população celebrava a entrega da nova Policlínica ao lado do governador Carlos Brandão, um grupo da oposição viveu um daqueles momentos que político nenhum gosta de passar.
E foi ao vivo.
Assim que foram anunciados, o vereador Samuel Aragão, seu sogro Flávio Furtado e o pré-candidato João Igor foram recebidos com uma sonora vaia. Nada de aplauso, nada de clima amistoso. O recado veio direto do povo.
E pesado.
A tentativa de marcar presença em um evento de grande importância para a saúde do município não caiu bem. Principalmente porque a obra leva a marca da articulação do prefeito Bruno Silva com o Governo do Estado.
Ou seja: quiseram dividir o palco… mas esqueceram de combinar com a plateia.
E a plateia não perdoou.
No caso de Samuel Aragão, conhecido pelos ataques constantes à gestão, a reação popular foi ainda mais simbólica. Quem bate muito, às vezes acaba tendo que ouvir e foi exatamente isso que aconteceu.
Mas o ponto alto ainda estava por vir.
Quando Bruno Silva pegou o microfone, o clima mudou de vez. Seguro, com moral elevada e respaldado por entrega concreta, o prefeito não desperdiçou a oportunidade e deu o recado com todas as letras.
Em tom firme e carregado de ironia, disparou contra as articulações da oposição:
“Podem juntar o irmão, o sogro, o genro, o papagaio ou o periquito… mas o resultado é um só: é taca!”
O público veio abaixo.
A fala resumiu o momento: de um lado, um grupo tentando se posicionar; do outro, uma gestão com obra entregue e apoio visível. O contraste ficou evidente, e constrangedor para quem estava do lado errado da história naquele palanque.
O trio saiu menor do que entrou.
E Coelho Neto deixou claro, sem precisar de pesquisa: o termômetro político da cidade não está muito favorável para quem vive só de discurso.
No fim, o evento teve de tudo: entrega, aplauso… e uma vaia que ainda deve estar ecoando.

