Quando a política perde o rumo, sobra o desespero. E é exatamente esse o cenário protagonizado por Henrique Júnior e Luciano Leitoa, que resolveram transformar um procedimento administrativo simples em mais um capítulo de ataque vazio contra a gestão do prefeito Rafael Brito.
A dupla, que já não esconde a ansiedade por protagonismo, passou dos limites ao tentar emplacar nas redes sociais a narrativa de que faltava merenda nas escolas de Timon. Grave. Muito grave. Ainda mais quando se trata de crianças.
Só esqueceram de combinar com a verdade.
A secretária de Educação, Isadora Rodrigues, tratou de desmontar a farsa com rapidez e firmeza. Em vídeo, explicou o óbvio: o que estava acontecendo era apenas a transição entre empresas responsáveis pelo fornecimento da merenda, procedimento normal, sem qualquer prejuízo aos alunos.
Nenhuma criança ficou sem alimentação. Nenhuma escola foi desassistida.
Mas aí vem o detalhe que chama atenção: Henrique Júnior apareceu justamente no momento em que a antiga empresa fazia a retirada dos alimentos em uma unidade escolar. Coincidência conveniente demais para quem já chegou com o discurso pronto.
Na sequência, Luciano Leitoa fez o que sabe fazer: tentou surfar na situação. Publicou, insinuou, exagerou. Tudo para não ficar atrás na disputa interna de quem aparece mais, ainda que às custas da desinformação.
O resultado foi um verdadeiro vexame público.
Sem apresentar uma proposta sequer para Timon, os dois preferem apostar no quanto pior, melhor. Criam factoides, distorcem situações e tentam induzir a população ao erro. Uma estratégia rasa, que pode até gerar barulho momentâneo, mas que cobra um preço alto: a perda total de credibilidade.
A verdade é que a oposição em Timon vive uma crise que vai além do discurso. Falta liderança, falta conteúdo e, pelo visto, sobra disposição para espalhar fake news.
E quando a política vira isso, um palco de invenções e disputas por curtidas, quem perde é a população.
No fim das contas, Henrique Júnior e Luciano Leitoa não conseguiram desgastar a gestão. Conseguiram algo pior: expor, mais uma vez, o tamanho do próprio desespero político.

