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A corrida por votos já começou faz é tempo nos bastidores. Em Timon, vários pré-candidatos a deputado federal já se movimentam de olho em uma boa votação no município.
Entre alianças, apostas e incógnitas, o cenário começa a ganhar forma mais definida. O Blog Lucas Moura traz os principais nomes e aponta projeções realistas do que pode acontecer nas urnas.
Dra. Gisele
Se hoje tivesse eleição, Dra. Gisele largaria na frente com folga. Esposa do prefeito Rafael Brito e pré-candidata pelo MDB, ela reúne um combo político difícil de bater: máquina, apoio massivo na Câmara (cerca de 70% dos vereadores) e forte aceitação popular.
Com carisma e presença constante, já consolidou seu nome não só em Timon, mas em várias regiões do Maranhão. A projeção é que ela tenha entre 35 e 40 mil votos só em Timon, números de quem entra para brigar no topo.
Henrique Jr.
Nome já conhecido do eleitorado timonense, Henrique Jr. (PL) deve repetir a estratégia de fortalecer o partido como “bucha”, para o partido eleger o maior número possível de candidatos nessas eleições.
Aliado de Josimar de Maranhãozinho, que ficou fora do jogo após condenação no STF, e agora redireciona forças para Fabiana Villar, Henrique Jr deverá diminuir sua votação em relação a 2022 no município.
Em Timon, deve ficar na casa dos 10 a 12 mil votos, votação consistente, embora não faça diferença para eleger o próprio candidato.
Schnneyder
Aqui mora uma das grandes incógnitas da eleição. Schnneyder chega com discurso forte na área da segurança pública e um ativo importante: trânsito livre entre as forças policiais em todo o Maranhão.
Ex-subsecretário de Segurança, construiu relações e aposta no voto corporativo, algo que costuma pesar. Está no PRD, partido que já tem Marreca Filho praticamente garantido.
A conta é simples: se vier uma segunda vaga, Schnneyder entra no jogo de verdade. Se não, fica no quase. É candidatura para ficar de olho. Ele deve ter mais de 10 mil votos em Timon.
Larissa DP
Muito barulho, muita estrutura consolidada. Larissa DP, também do MDB, tem uma pré-candidatura que chama atenção nas redes e nos bastidores, mas ainda carece de densidade política real.
Seu grupo em Timon é formado, em grande parte, por suplentes, o que limita o alcance eleitoral. Visibilidade não é sinônimo de voto, e a tendência é que sua votação em Timon fique na casa dos 3 mil votos.
Amanda Gentil
Já testada nas urnas, Amanda Gentil entra na disputa com base política. Em 2022, teve mais de 4 mil votos em Timon e agora chega mais estruturada.
Com apoio de quatro vereadores e articulação direta do ex-prefeito Fábio Gentil, deve crescer na cidade. A expectativa gira entre 6 e 8 mil votos, o suficiente para manter competitividade dentro do seu grupo político.
Rubens Pereira Jr.
Regularidade define. Rubens Pereira Jr. nunca decepciona em Timon e mantém uma base fiel que garante votação estável.
Com cerca de 3 mil votos projetados no município, ele segue bem posicionado para renovar o mandato, ainda mais dentro de uma federação onde não enfrenta concorrência interna de peso.
Além disso, o fato de ser próximo do presidente Lula e ocupar posição de destaque no PT nacional reforça sua musculatura política.
Juscelino Filho
O cenário mudou, e muito. Depois de ter ultrapassado os 12 mil votos em 2022 com apoio da então prefeita Dinair Veloso, Juscelino Filho enfrenta agora um ambiente bem menos favorável.
Mesmo contando com Luciano Leitoa e Dinair, a tendência é de queda brusca. A projeção mais otimista coloca sua votação em até 4 mil votos em Timon. Acima disso, seria surpresa.
Outros nomes
Além dos principais, há ainda um volume considerável de votos pulverizados entre candidatos ligados ao segmento evangélico, outros pré-candidatos da cidade e nomes de menor expressão.
Somados, esses votos podem chegar a cerca de 10 mil, influenciando diretamente o desempenho final dos grandes nomes.

