O problema é que, na prática, Samuel não entra como candidato competitivo. Entra como “bucha” mesmo. Daquelas que só servem para completar a nominata e ajudar o partido a fazer número.
Dentro do PDT, o jogo já está mais do que definido. Todo o aparato político está montado para eleger Erlanio Xavier, ex-prefeito de Igarapé Grande e figurão da sigla. O resto? O resto é escada. E Samuel parece ter aceitado o papel sem nem reclamar.
E olha que a situação é ainda mais constrangedora. Samuel enfrenta rejeição até dentro do próprio grupo que ajudou a elegê-lo em Coelho Neto. Ou seja: não empolga nem em casa, mas quer encarar uma eleição federal. Coragem ou falta de noção? Fica a dúvida.
Pra piorar o cenário, nem o apoio familiar parece garantido. Genro do prefeito de Duque Bacelar, Flávio Furtado, Samuel corre o risco de nem contar com o empurrão político do sogro, que já estaria de olho em outros pré-candidatos.
Samuel Furtado virou mais um daqueles nomes colocados só para inflar a chapa.
No fim das contas, não é candidatura. É participação especial. E olhe lá...

