A escolha do ex-ministro André Fufuca para compor a chapa de Eduardo Braide ao Senado começou a gerar efeitos políticos antes mesmo do início oficial da campanha. Nos bastidores, a decisão já é apontada por aliados e analistas como um dos fatores que podem ter contribuído para o desgaste da pré-candidatura do ex-prefeito de São Luís.
A percepção ganhou força após a divulgação da pesquisa Real Time Big Data, que mostrou Braide com 44% das intenções de voto no cenário estimulado. Em levantamentos nacionais anteriores, o pré-candidato aparecia acima da marca dos 50%, mantendo uma larga vantagem sobre os adversários.
A leitura que circula entre lideranças políticas é que o anúncio de Fufuca desagradou uma parcela do eleitorado que esperava uma composição diferente, principalmente com o nome de Lahesio Bonfim para o Senado. A mudança de cenário abriu espaço para questionamentos sobre a estratégia adotada por Braide.
Embora não exista comprovação de relação direta entre a escolha de Fufuca e a oscilação registrada na pesquisa, o assunto domina as conversas nos bastidores e já acende um sinal de alerta na pré-campanha.
Na política, alianças que não empolgam o eleitor costumam cobrar seu preço, e os próximos levantamentos deverão mostrar se a queda foi apenas uma oscilação ou o início de uma tendência.
