Rapaz, a campanha de Juscelino Filho ganhou um problemão daqueles que ninguém quer carregar no palanque.
O deputado federal, apoiado em Matões pelo prefeito Nonatinho e pelos Coutinho, virou alvo de um novo inquérito no Supremo Tribunal Federal. A investigação apura suspeitas envolvendo emendas destinadas a Vitorino Freire, município administrado à época por Luanna Rezende, irmã do parlamentar.
Segundo as informações divulgadas, a suspeita é pesada: investigadores apuram possível inserção de dados falsos nos sistemas de saúde para aumentar artificialmente números registrados pelo SUS e, com isso, ampliar o volume de recursos federais recebidos. Importante: trata-se de investigação em andamento, não de condenação.
E é aí que a pancada política chega em Matões.
Juscelino é o candidato a deputado federal do grupo do prefeito Nonatinho. Enquanto o grupo tenta vender sua chapa como forte e competitiva, seu candidato a Brasília passa a campanha tendo que explicar mais uma investigação no STF.
Em Timon, o assunto também respinga politicamente. Juscelino mantém ligação com os ex-prefeitos Luciano Leitoa e Dinair Veloso, nomes que já estiveram politicamente próximos do deputado e que caminham novamente no mesmo campo eleitoral.
Ou seja: enquanto aliados tentam colocar Juscelino na vitrine, Brasília resolveu acender um enorme holofote em cima do parlamentar.
E não foi para mostrar santinho de campanha.
Em eleição, adversário não desperdiça munição. E um novo inquérito no STF em plena campanha é exatamente aquele tipo de notícia capaz de transformar discurso de palanque em sessão permanente de explicações.
Para Nonatinho, os Coutinho, Luciano e Dinair, o candidato que deveria ajudar a puxar voto agora chega acompanhado de uma pergunta incômoda:
até onde essa investigação pode pesar nas urnas?

