Parece até cadeira giratória. A cada eleição, aparece um novo escolhido de Gabriel Tenório para deputado estadual em Matões. O nome muda, a fotografia muda e a parceria anterior vai parar no arquivo.
O ex-candidato a prefeito, derrotado nas últimas três eleições municipais em Matões, construiu um histórico curioso quando o assunto é escolher seus candidatos a deputado estadual.
Em 2014, o escolhido foi Adriano Sarney. Gabriel apoiou, fez política junto e seguiu seu caminho. A parceria? Não chegou à eleição seguinte.
Em 2018, apareceu Zé Gentil. Novo candidato, novo apoio e praticamente o mesmo roteiro. Passou a eleição e, algum tempo depois, a parceria também virou passado.
Chegou 2022 e Gabriel encontrou outro candidato: Francisco Nagib. Mais uma vez houve apoio em Matões. E mais uma vez o escolhido não conseguiu permanecer na preferência de Gabriel até a eleição seguinte.
Agora chegamos a 2026.
O candidato da vez é Catulé Jr.
Até quando?
Faça as contas:
2014: Adriano Sarney.
2018: Zé Gentil.
2022: Francisco Nagib.
2026: Catulé Jr.
É praticamente um candidato por eleição.
Mudar de apoio faz parte da política. Ninguém é obrigado a permanecer eternamente no mesmo grupo. Mas quando a mudança vira rotina, o histórico começa a falar mais alto que qualquer discurso.
E desta vez Gabriel ainda protagonizou outro rompimento de peso. Depois de anos caminhando com Rubens Pereira, o Rubão, e Rubens Pereira Jr., resolveu desembarcar justamente na reta final da eleição.
É nesse ponto que adversários encontram munição para chamá-lo de “aliado da oportunidade”: enquanto a parceria interessa ao seu projeto político, tudo são flores. Quando deixa de interessar, procura-se outro jardim.
Agora quem entrou na fila foi Catulé Jr.
Talvez seja bom aproveitar bastante a campanha de 2026, tirar fotografias, gravar vídeos e guardar tudo no álbum.
Porque, olhando para o histórico eleitoral de Gabriel Tenório, fica difícil saber se Catulé Jr. encontrou um aliado para os próximos anos ou simplesmente ganhou a vaga de candidato da temporada.
Adriano passou. Zé Gentil passou. Nagib passou. Agora é Catulé.
Em Matões, a pergunta já pode ser feita:
quem será o próximo?

