Luciano Leitoa e a síndrome do “eu tenho arquivos”

Blog Lucas Moura
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O ex-prefeito de Timon, Luciano Leitoa, parece ter descoberto uma nova função política: fiscal de rede social com HD externo imaginário.


Dia sim, dia também, lá está ele dizendo que “tem arquivos”. Tem arquivo disso, tem arquivo daquilo, tem arquivo contra todo mundo. Só não tem mandato. Nem grupo. Nem rumo.


Virou praticamente o guardião do pen drive perdido da política timonense.


Enquanto isso, a cidade segue. A vida real acontece. E ele continua gravando vídeo com aquele ar de “eu sei coisas”, como se estivesse num episódio de série policial. O detalhe é que a população já percebeu: quem vive de ameaça geralmente não tem proposta.


E quando tenta atacar alguém, acaba lembrando o próprio histórico. Já elogiou quem depois criticou. Já pediu voto para quem depois chamou de adversário. Já rasgou seda para Weverton Rocha, já foi aliado de Carlos Brandão, já esteve ao lado de Flávio Dino… e depois virou oposição barulhenta.


Coerência? Só se for no volume do microfone.


E quem acabou expondo essa contradição não foi adversário político, foi um jovem internauta. No comentário de uma publicação recente, ele resumiu o sentimento de muitos:


“Ex-prefeito isso é normal errar humano, permanecer no erro é burrice.

Quando ele saiu do seu grupo o senhor postou um deboche dizendo que ele era camburão de sena. Hoje que o senhor está sozinho, está com saudade dele e de outros que acordaram e não lhe acompanham mais.

Já que o senhor guarda todos esses arquivos, poste os seus falando mal do senador Weverton e depois falando bem, pedindo inclusive voto pra ele.

Tem vídeo da primeira visita de Brandão a Timon como vice-governador, com o senhor e seu pai rasgando elogios a ele e a Flávio Dino.

Depois estavam falando mal. Nesse caso, o que o senhor fala dessas mudanças de opinião? É só o senhor e seu pai que podem?”

A pergunta ficou no ar.


O mais curioso é que ele critica todo mundo por “mudar de posição”, como se o próprio histórico fosse um exemplo de estabilidade ideológica. Parece que, na lógica dele, só ele pode rever alianças. Os outros, quando fazem o mesmo, são “traidores”.


No fim das contas, Luciano não mete medo. Mete meme.


Porque a política de Timon já entendeu uma coisa: quem vive dizendo que tem arquivo, geralmente está tentando esconder que perdeu o protagonismo.


E diferente de pen drive, a memória do povo não formata fácil.

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