A sessão da Câmara Municipal de Afonso Cunha que aprovou quase R$ 60 mil para a cultura acabou se transformando em mais uma derrota política para o ex-prefeito Arquimedes Bacelar. Mesmo com articulações de bastidores para tentar esvaziar a sessão e travar a votação, o plano não deu certo.
Quem colocou ordem na casa e garantiu que o projeto fosse votado foi o vice-presidente da Câmara, vereador Manoel Gomes, que assumiu a linha de frente para assegurar que o recurso chegasse aos artistas e trabalhadores da cultura do município.
Segundo informações de bastidores, aliados do ex-prefeito teriam sido incentivados a não comparecer à sessão numa tentativa clara de prejudicar a votação e criar dificuldades para a gestão municipal do prefeito Pedro Medeiros. Uma estratégia velha, pequena e que acabou fracassando.
Três vereadores não compareceram:
Weliton Kbecao
Júlia Rodrigues
Jessica Paloma
Mas, ao contrário do que esperava o grupo ligado ao ex-prefeito, a sessão teve quórum e o projeto foi aprovado graças aos vereadores que decidiram cumprir seu papel e votar a favor da cultura:
Zico Bento
Nó Cego
Waldenes do Gás
Nonato dos Correios
Manoel Gomes
Paizinho
Nos bastidores, o comentário foi direto: Arquimedes tentou fazer política pequena, mas encontrou resistência dentro da própria Câmara. A estratégia de boicote caiu por terra quando os vereadores presentes garantiram a votação.
A atuação do vice-presidente Manoel Gomes foi considerada decisiva. Com firmeza e articulação, ele conduziu a sessão e assegurou que o projeto fosse aprovado, garantindo quase R$ 60 mil em investimentos para a cultura de Afonso Cunha.
No fim das contas, o resultado foi simbólico: enquanto alguns tentavam travar o avanço por birra política, a Câmara mostrou que o interesse da população está acima das velhas manobras de quem já perdeu o poder, mas ainda insiste em atrapalhar quem está trabalhando.

