Não deu. E não deu de novo.
Mais uma tentativa de mexer no resultado das urnas em Afonso Cunha acabou indo por água abaixo.
Dessa vez, a tentativa foi atingir diretamente a chapa de vereadores eleitos na oposição, gente que construiu vitória nas urnas enfrentando justamente o grupo de Arquimedes. Não eram aliados, não eram “crias” do sistema, eram nomes que chegaram com o apoio do então candidato a prefeito Almeidinha, que bancou, sustentou e deu base política para essa eleição.
O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão foi direto ao ponto e negou provimento ao recurso, mantendo a decisão que já havia barrado a investida por falta de interesse recursal. Traduzindo: nem sequer havia base jurídica suficiente para sustentar a tentativa.
O resultado escancara o que muita gente já comenta há tempos: virou rotina tentar ganhar no tribunal o que não conseguiu nas urnas.
A ação, que buscava atingir a chapa eleita na oposição em 2024, acabou se transformando em mais um capítulo de desgaste político. Em vez de força, demonstrou fragilidade. Em vez de estratégia, mostrou desespero.
É a insistência de quem não aceita o resultado democrático e tenta, a todo custo, reescrever o jogo depois do apito final.
Mas a Justiça foi clara. E objetiva.
Manteve a decisão. Enterrou a tentativa. E deixou um recado que dispensa interpretação: não há espaço para manobra sem fundamento.
Enquanto isso, a chapa eleita segue intacta, legitimada não só pelo voto popular, mas agora também pela confirmação judicial.
E para quem insiste em atalhos, fica o aprendizado, ou pelo menos deveria ficar: urna não se derruba no grito. Muito menos no improviso jurídico.


