A pré-candidatura de Eduardo Braide ao Governo do Maranhão segue enfrentando um cenário complicado fora da capital. O que era esperado como uma agenda de fortalecimento político no interior acabou se transformando em um verdadeiro teste de realidade.
Por onde tem passado, Braide não tem conseguido mobilizar público nem empolgar lideranças. O clima nas reuniões é de pouca participação e baixo entusiasmo, bem distante do que se espera de um nome que disputa o Palácio dos Leões.
Em Timon, a situação chamou ainda mais atenção. O pré-candidato participou de duas reuniões consideradas extremamente fracas. Uma aconteceu na sede de um partido que, em outros tempos, já foi sinônimo de casa cheia. A outra reunião ocorreu em uma garagem, cenário que virou motivo de comentários e críticas nos bastidores políticos da cidade.
E não para por aí. Em outros municípios, a realidade tem sido a mesma: agendas esvaziadas e dificuldade de conexão com o eleitorado. O recado do interior é claro, o Maranhão não se resume a São Luís.
Na capital, onde foi prefeito, Braide construiu sua imagem com forte presença nas redes sociais, apostando em uma militância digital ativa. No entanto, essa estratégia ainda não conseguiu se traduzir em força política no interior do estado.
O desafio agora é grande. Se quiser se consolidar como um candidato competitivo, Braide vai precisar sair do digital e ganhar o povo no corpo a corpo. Porque, até aqui, a pré-campanha segue sem decolar.

