A política de Caxias segue sendo um verdadeiro jogo de sobrevivência, e pelo visto, ninguém está a salvo, nem dentro da própria casa.
A mais nova movimentação escancarou isso sem cerimônia. O grupo Coutinho, liderado pela deputada Cláudia Coutinho e pelo ex-prefeito de Matões, Ferdinando Coutinho, simplesmente rifou o próprio genro.
Sim, sem muito drama.
Ferdinando fechou apoio ao deputado federal Paulo Marinho Jr, que vai à reeleição, e deixou pelo caminho o vereador Daniel Barros, o “Fiscal do Povo”, que também sonha com uma vaga na Câmara Federal.
Na prática, Daniel foi atropelado dentro do próprio grupo.
E não foi um atropelo qualquer. Foi daqueles planejados, articulados e executados sem aviso prévio. Porque, na política, quando o projeto maior fala mais alto, até laço familiar vira detalhe.
Nos bastidores, Daniel Barros ficou sem chão político. Perdeu o respaldo de quem deveria ser sua base principal e agora vê seu projeto federal ficar ainda mais distante.
E tudo isso dentro de uma oposição que já vem fragilizada.
A aliança entre Cláudia Coutinho e Paulo Marinho Jr une dois grupos que saíram enfraquecidos das últimas eleições em Caxias. Enquanto isso, do outro lado, o grupo liderado pelo ex-prefeito Fábio Gentil segue dominante, com estrutura consolidada e vitórias recentes, incluindo a eleição do prefeito Gentil Neto e a força política da deputada federal Amanda Gentil e da deputada estadual Daniella.
Ou seja, enquanto um lado se organiza e mantém controle, o outro se divide, se atropela e rifa os próprios nomes.
No fim das contas, se dentro do grupo já estão se eliminando, como pretendem enfrentar quem está organizado do outro lado?

