O candidato a deputado estadual pelo União Brasil afirmou que Fufuca teria ameaçado impugnar a chapa de deputados estaduais do partido depois do impasse envolvendo Perla Amaral, que não conseguiu viabilizar sua candidatura como suplente ao Senado.
E o pior vem agora.
Segundo Paulo Casé, Fufuca teria usado exatamente o mesmo argumento que depois apareceu na ação apresentada por Simplício Araújo contra a chapa do União Brasil: a ausência de candidatos do PP.
É muita coincidência para uma história só.
Na política maranhense, todo mundo sabe que acordo quebrado produz choradeira. Mas, se o relato de Casé for verdadeiro, o caso teria passado da reclamação para algo bem mais grave politicamente: uma tentativa de atingir uma chapa inteira por causa de um interesse pessoal frustrado.
Ou seja, milhares de votos, candidatos, lideranças e projetos políticos poderiam entrar no fogo cruzado porque uma composição de suplência não saiu como alguém queria.
É esse o tamanho da acusação feita por Paulo Casé.
Fufuca, que tenta chegar ao Senado vendendo discurso de maturidade e capacidade de articulação, agora precisa explicar uma história que joga sombra exatamente sobre essas qualidades.
Afinal, quem pretende representar o Maranhão no Senado precisa saber conviver com derrota política, negociação frustrada e divergência.
Não dá para querer sentar numa cadeira de senador agindo como se toda vez que alguém disser “não” a solução fosse virar a mesa.
E tem mais.
Se Fufuca realmente falou em impugnar a chapa e, pouco depois, apareceu uma ação com argumentos semelhantes, é natural que a política comece a perguntar: onde termina a coincidência e começa a articulação?
Simplício Araújo também terá que explicar seu lado.
Mas uma coisa é certa: Paulo Casé não fez uma acusação pequena. Ele apontou o dedo diretamente para Fufuca e colocou o candidato ao Senado no centro de uma suposta operação de retaliação política.
O espaço permanece aberto para manifestação de André Fufuca, Simplício Araújo e demais envolvidos citados.
