Quem vê Luciano Leitoa hoje, andando pelas ruas de Timon atrás de voto para deputado estadual, nem parece estar diante do mesmo político que comandou a Prefeitura por oito anos.
Acostumado a ter aliados correndo atrás e gente esperando por uma audiência, Luciano agora vive o contrário: é ele quem precisa correr atrás do povo.
Nos tempos de prefeito, carregava fama de distante, antipático e difícil até para os próprios aliados. O famoso rei na barriga.
Agora, sem mandato, sem Prefeitura e apostando suas fichas no projeto de Eduardo Braide para governador, Luciano enfrenta uma campanha cada vez mais solitária.
A política cobra.
Quem plantou distância quando tinha poder não pode estranhar colher esquecimento quando precisa de voto.
