Estamos falando de Moisés da Juventude, de Timon.
No início do ano, Moisés colocou seu nome como pré-candidato ao Senado. Rodou Timon, visitou diversos municípios e se apresentou como uma alternativa para dar protagonismo ao PSOL nas eleições de 2026. Enquanto muitos enxergavam apenas uma pré-candidatura, ele ampliava sua influência dentro do partido.
Em determinado momento, chegou a se afastar das atividades partidárias. O gesto chamou atenção e aumentou seu peso nas discussões internas. Logo voltou ao centro das negociações.
Nos bastidores, Moisés também manteve diálogo constante com o então pré-candidato ao Governo, Felipe Camarão. Pessoas que acompanharam as conversas afirmam que ele ajudou a mapear o cenário interno do PSOL e a identificar quais lideranças poderiam construir uma maioria dentro da legenda.
Curiosamente, Moisés passou a fazer oposição pública à aliança entre PSOL e PT. Mas interlocutores do partido afirmam que, nos bastidores, a estratégia era outra: fortalecer a unidade interna antes da decisão final.
O resultado apareceu. Graças a articulação dele ! As duas maiores correntes do PSOL acabaram convergindo, aproximando o professor Franklin Douglas e Enilton Rodrigues, formando a maioria necessária para aprovar a composição com o PT.
Hoje, Enilton disputa uma vaga ao Senado e Franklin aparece como primeiro suplente, ambos integrando a base de sustentação do PT.
Quem acompanha a política maranhense lembra que essa não seria a primeira articulação de Moisés da Juventude. Na eleição passada, ele também participou das negociações que mantiveram a federação PSOL/Rede na aliança da então prefeita Dinair Veloso, mesmo diante da forte pressão da oposição para romper a composição. Também colaborou para a entrada do DC naquela base política.
Sem ocupar cargos de destaque e longe dos holofotes, Moisés da Juventude vai construindo a imagem de um articulador que prefere agir nos bastidores. Na política, nem sempre quem aparece mais é quem movimenta as peças mais importantes do tabuleiro.



