Quem serão os 18 deputados federais eleitos pelo Maranhão? Veja os nomes que entram na conta

Blog Lucas Moura
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A corrida pelas 18 cadeiras do Maranhão na Câmara dos Deputados promete ser definida muito mais pela força das chapas partidárias do que simplesmente pela votação individual dos candidatos.


Enquanto algumas projeções tentam apontar os eleitos apenas observando quem aparece com maior intenção de voto, uma leitura mais ampla precisa considerar quociente eleitoral, votação total de cada partido ou federação, distribuição interna dos votos e, principalmente, a disputa pelas sobras.


É justamente aí que o quebra-cabeça começa a ficar interessante.


Uma projeção baseada na atual composição das chapas coloca diferentes partidos na briga por pelo menos uma cadeira na Câmara Federal.


Entre os nomes que aparecem com potencial competitivo estão:


Podemos: Fábio Macedo;


PDT: Erlânio Xavier;


PSDB: Juscelino Filho;


Republicanos: Aluísio Mendes ou Mical Damasceno, numa disputa interna que pode reservar surpresa;


Federação partidária PT-PV-PCdoB: Rubens Pereira Júnior aparece como favorito, especialmente pela estrutura política construída em diferentes municípios;


PSD: Fernando Braide;


PRD: Marreca Filho aparece no radar da disputa;


PSB: Othelino Neto também figura entre os nomes observados, embora o desempenho final dependa diretamente da votação total da chapa.


Nesse primeiro desenho, diferentes legendas poderiam ocupar individualmente uma parcela importante das vagas.


Outra legenda que entra forte na disputa é o MDB.


A projeção apresentada trabalha com a possibilidade de o partido conquistar pelo menos quatro cadeiras.


Entre os nomes citados estão Iracema Vale, Vinícius Ferro e Larissa DP, enquanto uma das vagas poderia provocar uma disputa interna envolvendo nomes como Dra. Gisele, Júnior Lourenço, Hildo Rocha e Cleber Verde.


Nesse cenário, Dra. Gisele aparece com uma característica importante: uma campanha sustentada por bases regionais e apoios distribuídos por diferentes municípios, em especial Timon.


Mas eleição proporcional guarda surpresas.


Não basta estar entre os mais votados dentro do partido. É preciso que a legenda produza votos suficientes para transformar desempenho individual em cadeira.


PL também entra pesado na disputa


No PL, a projeção trabalha inicialmente com três cadeiras, tendo nomes como Fabiana Vilar e Aldir Júnior entre os concorrentes, além de uma disputa envolvendo Mariana Carvalho e Dr. Orlando.


Dependendo da votação global da chapa, o partido ainda poderia entrar na disputa por uma cadeira adicional através das sobras.


União Brasil aparece com dois nomes fortes


Na Federação União Brasil e PP, Pedro Lucas Fernandes e Amanda Gentil aparecem entre os principais nomes da chapa.


A força eleitoral dos dois, somada ao desempenho dos demais candidatos da legenda, será determinante para definir quantas cadeiras o partido conseguirá efetivamente conquistar.


Ainda dependendo da votação, Duarte Junior pelo Avante, pode entrar entre os eleitos.


A matemática das últimas vagas


É nas últimas cadeiras que a eleição deve virar uma verdadeira batalha matemática.


Depois da distribuição inicial pelo quociente partidário, entram em cena as sobras eleitorais.


E uma diferença relativamente pequena na votação total de uma legenda pode significar ganhar ou perder uma cadeira.


Dentro desse cálculo, o desempenho de candidatos com grande votação nominal também pode alterar a configuração final das bancadas.


Por isso, estabelecer antecipadamente uma lista fechada de deputados eleitos é arriscado.


A eleição proporcional não funciona como uma simples tabela em que os 18 candidatos mais votados automaticamente conquistam as 18 vagas.


O jogo pode ser decidido pelas chapas


O desenho apresentado aponta, como hipótese eleitoral, para MDB e PL brigando pelas maiores bancadas, enquanto União Brasil, PP e outras legendas disputam espaço através de chapas competitivas.


E talvez seja justamente aí que estejam as grandes surpresas de 2026.


Mais do que descobrir quem terá uma votação gigantesca, será necessário observar quem conseguiu montar a chapa certa, em qual partido os votos foram concentrados e quem sobreviverá à matemática das sobras eleitorais.


Porque, na eleição para deputado federal, não basta ter voto.


É preciso estar na chapa que consegue transformar voto em cadeira.

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