Na gravação, o vereador reclama de quem não poderia comparecer a um evento de campanha e avisa que vai levar um caderno para anotar, nome por nome, os faltosos. A frase mais forte veio logo depois: “Os que faltar, eu sei que não precisa do município”.
Hagamenon também afirma que os servidores precisam se adaptar ao sistema da Prefeitura. Uma cobrança que, em plena campanha, levanta uma pergunta direta: o que acontece com quem trabalha no município e decide não ir ao evento?
O episódio mostra como a pressão política pode descer a escada: começa no alto, passa pelos prefeitos e vereadores e chega aos contratados e eleitores. No Maranhão, a relação entre o governo Carlos Brandão e as prefeituras já é alvo de críticas por esse tipo de cobrança política.
Em Matões, a situação chama ainda mais atenção porque Hagamenon é justamente o líder do governo Nonatinho na Câmara. Quando um vereador anuncia que vai anotar quem faltou e relaciona a ausência à necessidade de trabalhar no município, o recado pesa — principalmente para quem depende de um contrato para sustentar a família.
Campanha se faz pedindo voto, apresentando proposta e conquistando apoio. Agora, caderno para registrar faltosos e a frase “não precisa do município” transformam o evento em motivo de cobrança pública.
A população quer saber: os contratados da Prefeitura estão sendo pressionados a participar da campanha? Hagamenon e a gestão de Nonatinho precisam explicar.
