Na noite da última sexta-feira (29), o PDT de Timon abriu as portas para o que seria um grande reencontro político. Mas, na prática, acabou organizando um velório sem corpo presente: o sepultamento oficial do outrora poderoso grupo Leitoa.
No encontro realizado na sede do PDT, a ausência de grandes aliados como o senador Weverton Rocha e o deputado Juscelino Filho, além da falta de lideranças locais expressivas, expôs de forma clara o isolamento e o enfraquecimento do grupo Leitoa.
Durante semanas, os ex-prefeitos Luciano Leitoa, Chico Leitoa e Dinair Veloso se esforçaram em convites nas redes sociais, quase implorando para que o povo comparecesse. E o que aconteceu? Nada. O timonense simplesmente ignorou. A sede do partido virou cenário de um espetáculo constrangedor: pouco mais de 100 pessoas e rostos desanimados.
No passado, quando tinham a caneta e a prefeitura na mão, o espaço lotava. Não por vontade popular, mas porque servidores eram praticamente empurrados para dentro das reuniões. Agora, sem cabresto e sem cargos, a realidade apareceu nua e crua, o povo não está nem aí para os Leitoa.
O encontro, que deveria ser de resistência, foi na verdade um ensaio de lamento coletivo. Quem foi, saiu com a mesma sensação: acabou. Não há mais chama, não há mais força, não há mais futuro.
E assim, entre discursos melancólicos e a falta de público, ficou escancarado: o grupo Leitoa é passado em Timon. Uma página que a cidade virou sem olhar para trás.
Moral da história: até as cadeiras deram o recado, preferiram ficar em casa.