O ex-prefeito Luciano Leitoa, que já acumulou derrotas recentes e viu seu grupo político encolher drasticamente em Timon, agora resolveu mirar na própria comadre, a ex-prefeita Dinair Veloso, durante entrevista ao apresentador Silas Freire.
Primeiro, tentou desqualificá-la dizendo que ela não teria vontade própria. Depois, tentou “amenizar”, afirmando que ela foi uma boa prefeita, mas insistindo que a possível candidatura dela seria empurrada pelo marido.
Luciano pode até tentar dourar a pílula, mas a mensagem foi clara: ele não aceita dividir espaço.
Se Dinair foi uma boa prefeita, como ele mesmo admitiu, então por que questionar a autonomia dela?
Se ela tem trajetória própria, por que insinuar que alguém decide por ela?
A verdade é que o discurso revela mais sobre Luciano do que sobre Dinair.
Depois de perder protagonismo e ver seu grupo fragmentado, Luciano parece apostar na polêmica como tática de sobrevivência. Só que atacar aliados históricos é um tiro no pé.
Na política, liderança se mede por capacidade de agregar, não de desmerecer.
Quem precisa diminuir os outros para se manter relevante demonstra fraqueza, não força.
O eleitorado mudou. A política mudou.
Insinuações sobre mulheres “serem mandadas” já não passam despercebidas.
No fim das contas, Luciano pode até tentar posar de estrategista, mas o gesto expõe insegurança.
E quando a insegurança vira discurso público, o desgaste é inevitável.
Se a população vai saber escolher?
Sem dúvida.
E também sabe reconhecer quando alguém já teve seu tempo, e não aceita sair de cena.

