A verdade é que o prefeito Pedro Medeiros nem precisou responder discursos, vídeos ou provocações. Bastou uma assinatura. Simples assim.
Enquanto Arquimedes passa os dias tentando convencer a população de que continua sendo uma força política decisiva, a realidade resolveu aparecer sem maquiagem. E apareceu logo na forma de uma exoneração que atingiu em cheio o núcleo mais próximo do ex-prefeito.
Nos tempos em que ocupava o poder, Arquimedes gostava de demonstrar autoridade e influência. Hoje, parece assistir de longe as decisões sendo tomadas sem que sua opinião tenha qualquer peso.
O episódio expôs uma cena que poucos imaginavam ver anos atrás: o antigo "todo poderoso" da política local sem conseguir evitar a saída da própria esposa do governo.
E o mais constrangedor é que isso acontece justamente no momento em que Pedro Medeiros fortalece sua base, amplia apoios e consolida sua liderança no município.
Nos bastidores, o comentário é que Arquimedes virou uma espécie de influencer da saudade. Fala do passado, relembra os velhos tempos e tenta vender uma força política que já não encontra o mesmo eco de antigamente.
A cada movimento da atual gestão, fica mais evidente quem governa e quem apenas comenta.
A política é implacável. Ela não respeita currículo, não tem pena de ex-prefeito e muito menos reserva cadeira cativa para quem acredita que o poder é patrimônio pessoal.
Em Afonso Cunha, a fotografia do momento é clara: Pedro Medeiros segura a caneta, toma as decisões e conduz o jogo político. Já Arquimedes parece cada vez mais parecido com um espectador revoltado que comprou ingresso para assistir uma partida da qual já não participa.
E convenhamos: para quem um dia se vendeu como dono do tabuleiro, terminar assistindo as peças se moverem sem poder interferir deve ser uma experiência bastante amarga...

